domingo, 30 de março de 2025

ENTENDENDO A ENXAQUECA

A dor de cabeça é uma das queixas mais frequentes na prática médica do dia-a-dia e constitui um importante problema de saúde pública no mundo inteiro. Estima-se que mais da metade da população apresenta algum tipo de cefaleia em alguma fase da vida. Esse tipo de queixa constitui uma das causas mais freqüentes de absenteísmo, e seu impacto socioeconômico é muito grande.
Nas últimas décadas houve avanços significativos no estudo das cefaleias, principalmente no que tange aos mecanismos fisiopatológicos, fatores etiológicos e à abordagem terapêutica.Há mais de 200 tipos diferentes de cefaleia conhecidos e o capítulo do diagnóstico diferencial dessa queixa é um dos mais ricos da medicina.
As cefaleias podem ser desdobradas em primárias e secundárias, sendo a enxaqueca ( ou migrânea) uma das cefaleias primárias mais frequentes.

Definição

A enxaqueca é uma forma de cefaleia crônica primária que pode ser definida como uma reação neurovascular anormal que ocorre num organismo geneticamente vulnerável e que se exterioriza, clinicamente, por episódios recorrentes de cefaleia e manifestações associadas que geralmente dependem de fatores desencadeantes. Essa definição, embora incompleta, tem o mérito de incorporar dois fatores fundamentais da enxaqueca: o endógeno(genético) e o exógeno(ambiental). Quando ocorre a conjugação desses fatores pode exteriorizar-se a crise enxaquecosa. Embora a enxaqueca seja um quadro crítico, em certos pacientes ela pode ser mais abrangente configurando o chamado episódio enxaquecoso que evolui em cinco fases: sintomas premonitórios, aura, fase álgica(cefaleia e manifestações associadas), resolução da fase álgica e quadro pós-crítico ou de recuperação.
O caráter genético da enxaqueca é inquestionável embora em muitos casos seja ainda impreciso. O histórico familiar da enxaqueca muitas vezes constitui um pré-requisito para o diagnóstico. A frequência do quadro enxaquecoso em algumas famílias sugere uma transmissão do tipo dominante. A frequência da enxaqueca em gêmeos idênticos é maior do que em gêmeos fraternos. Algumas formas de enxaqueca não têm um padrão genético estabelecido e podem obedecer a mecanismos multifatoriais.
Os fatores exógenos ou ambientais podem atuar como desencadeantes da crise. Eles são diversificados e entre os principais podem ser mencionados: distúrbios emocionais (ansiedade, depressão , irritabilidade...), modificações do ciclo vigília-sono ( excesso ou privação de sono), ingestão de determinados alimentos (chocolate, queijos maturados, produtos defumados, uso de glutamato monossódico, como tempero, presença de conservantes químicos em certos alimentos), ingestão de bebidas alcoólicas ( principalmente vinho tinto), jejum prolongado, modificações hormonais ( menstruação, uso de anticoncepcionais, reposição hormonal), exposição a odores fortes(perfumes, gasolina, creolina...), exposição a estímulos luminosos intensos, exercícios físicos intensos ou prática esportiva, viagens aéreas longas, altitudes elevadas, movimentos de aceleração da cabeça e outros.A importância de alguns desses fatores pode ser superestimada pelo paciente, razão pela qual eles devem ser melhor avaliados.

Idade, sexo e frequência

A enxaqueca costuma ter início na infância, adolescência ou nos primórdios da idade adulta, embora possa ocorrer em períodos mais tardios da vida. O pico de prevalência é atingido entre os 30 e 45 anos. Na puberdade há ligeira predominância nos meninos, entretanto, após esse período, há nítida predominância no sexo feminino. A enxaqueca é altamente prevalente e estima-se que atinja 12% da população, sendo mais frequente na mulher na razão de 3:1.

Quadro clínico

A enxaqueca sem aura é a mais frequente na prática clínica e representa aproximadamente 70% das formas apresentadas. Pode ser definida como cefaleia idiopática, recorrente, manifestando-se por crises com duração de 4 a 72 horas. Do ponto de vista clínico, a dor costuma apresentar, localização unilateral, pulsátil, intensidade variável (fraca, moderada, forte, muito forte), sendo exacerbada pelas atividades físicas de rotina e costumam fazer parte da crise náusea e/ou vômitos, fotofobia,fonofobia e osmofobia. Os critérios para a caracterização da crise enxaquecosa exigem a presença de pelo menos uma das manifestações associadas (náusea, vômito, fotofobia, fonofobia e osmofobia). O diagnóstico de enxaqueca exige que o paciente tenha no mínimo, cinco crises que preencham os critérios considerados.
A enxaqueca com aura é menos frequente e representa aproximadamente de 20% a 30% das formas clínicas de enxaqueca. Essa forma é caracterizada pela presença de aura, exterioriza-se por manifestações neurológicas reversíveis que sinalizam comprometimento do córtex cerebral ou do tronco encefálico. A aura costuma durar de 5 a 20 minutos, mas pode chegar a uma hora. A crise enxaquecosa tem início com a aura (precedida ou não por uma fase prodrômica) e sucedida ou interpenetrada pela fase álgica, que se instala nos minutos subsequentes, geralmente de 15 a 20 minutos após o início da aura. A aura pode ser visual (a mais frequente), sensitiva, motora ou ser traduzida por distúrbios de linguagem. Com certa frequência as auras são mistas.
Para confirmar o diagnóstico de enxaqueca com aura é preciso que o paciente apresente, pelo menos, duas crises que preencham esses critérios. Habitualmente, a fase álgica desse tipo de enxaqueca é mais curta: 4 a 6 horas, podendo, entretanto, ser prolongada e atingir 72 horas. Alguns enxaquecosos podem apresentar as duas formas clínicas.

Diagnóstico

O diagnóstico da enxaqueca é clínico, não havendo marcadores biológicos para confirmá-lo. Mesmo outros exames complementares (registros gráficos, exames de imagem TC ou RNM, ou angiografia cerebral) não contribuem para firmar o diagnóstico, sendo, entretanto, úteis para o descarte de patologias estruturais que provocam cefaleia semelhante a enxaqueca.A avaliação de um paciente com cefaleia depende fundamentalmente de uma história cuidadosa e de exame clínico pormenorizado portanto é imprescindível a Anamnese , que é uma palavra derivada do grego e significa nova lembrança .Descrita assim por Alan Feinstein : “ A Anamnese , o procedimento mais sofisticado da medicina é uma técnica de investigação extraordinária , em pouquíssimas outras formas de pesquisa científica o objeto observado fala.”
O diagnóstico diferencial da enxaqueca deve ser feito com outras cefaleias primárias: cefaleia tipo tensional episódica, cefaleia em salvas, hemicrania contínua ,etc. Particularmente na enxaqueca com aura deve ser considerado o diagnóstico diferencial com manifestações epiléticas e com os ataques isquêmicos transitórios.

Tratamento

O tratamento desse tipo de cefaleia deve ser personalizado: isso significa que devemos tratar o enxaquecoso e não a enxaqueca. O manejo terapêutico desse doente requer uma abordagem abrangente, levando em conta seu perfil psicológico, seus hábitos de vida, a presença de fatores desencadeantes, o tipo de crise e a sua frequência, duração e intensidade. É importante considerar no tratamento as medidas gerais e as medidas farmacológicas. Deve-se explicar ao paciente, em termos acessíveis, o que é a enxaqueca e o que pode ser feita para tratá-la. Evitar fatores desencadeantes, desde que detectados, é muito importante no êxito do tratamento.
O tratamento farmacológico do enxaquecoso deve ser feito sempre por médico especializado no tratamento de cefaleias, entretanto, somente 60% dos pacientes procuram auxílio especializado e muitos apelam para a automedicação ou aceitam a recomendação do balconista da farmácia ou de um vizinho ou de um colega de trabalho, também sofredor do mesmo mal. Os riscos desse comportamento são óbvios: efeitos adversos das drogas, cefaleia crônica diária pelo uso regular de analgésicos e a não realização do tratamento profilático.
O tratamento farmacológico pode ser desdobrado em sintomático (tratamento da crise) e profilático.
Os recursos farmacológicos incluem medicamentos não-específicos (analgésicos comuns, analgésicos narcóticos, anti-inflamatórios não-esteroides), medicamentos específicos (derivados ergóticos) e medicamentos específicos e seletivos (triptanos). Com exceção dos triptanos, aos demais medicamentos devem se associar drogas adjuvantes ( metoclopramida, domperidona, cafeína), com o objetivo de combater a náusea e o vômito e de melhorar a absorção gástrica.
O tratamento crítico da enxaqueca requer algumas orientações que devem ser repassadas ao paciente. O uso de analgésico deve ser feito no início da crise, comumente associado a drogas gastrocinéticas e antieméticas. Se sintomas como náusea e/ou vômito são de instalação precoce nas crises, devemos evitar as drogas de apresentação oral e utilizar formas alternativas de apresentação ( supositório, spray nasal , ampolas, comprimidos sublinguais ou disco liofilizado).
Nas formas fracas e moderadas dá-se preferência a analgésicos comuns (ácidos acetilsalicílico, paracetamol, dipirona), aos anti-inflamatórios não-esteroides (naproxeno sódico, ibuprofeno,nisulide,cetoprofeno,etodolaco...). Os analgésicos narcóticos (codeína, derivados da morfina) devem ser evitados, mas poderão ser utilizados na gestante enxaquecosa e como medicação de resgate. Nas crises fortes ou muito fortes, ou quando o pico de dor é rapidamente alcançado, deve-se lançar mão de drogas mais potentes no combate à dor ( derivados ergóticos, triptanos). Deve-se sempre respeitar as contra-indicações dos medicamentos antienxaquecosos.
O tratamento profilático deve ser feito tendo em mira vários objetivos: aliviar o paciente do sofrimento e com isso melhorar a sua qualidade de vida; evitar a sua incapacidade temporária (física e intelectual) e evitar o uso prolongado e, às vezes, abusivo de analgésicos, que além de efeitos adversos (potencialmente perigosos) podem induzir um quadro de cefaleia crônica diária.
Os critérios fundamentais para a instituição do tratamento profilático são: frequência, intensidade e duração das crises. A conduta preconizada para iniciar esse tipo de tratamento é a ocorrência de, pelo menos, uma a duas crises/mês, entretanto, crises de longa duração ( dois a três dias) e de grande intensidade podem justificar um tratamento de manutenção, mesmo com crises mais espaçadas.
As drogas profiláticas de primeira escolha são os bloqueadores de canal de cálcio, os betabloqueadores e os antidepressivos tricíclicos(amitriptilina,nortriptilina); também são eficazes o maleato de metisergida, o pizotifeno e o divalproato de sódio e o topiramato. Das cinco classes dos bloqueadores de canal de cálcio, o único comprovadamente eficaz é a flunarizina e dos bloqueadores beta- adrenérgicos, o mais eficaz é o propranolol e o atenolol. Os inibidores de MAO são também eficazes, mas, em virtude de seus efeitos colaterais e interações medicamentosas e/ou alimentares, são pouco usados. Outras drogas são de baixa eficácia ou de eficácia duvidosa (verapamil, fluoxetina, ciproeptadina, gabapentina, etc.). O toxina botulínica vem sendo utilizada no tratamento profilático da enxaqueca.
O tratamento profilático deve ser feito, na medida do possível, em regime de monoterapia e excepcionalmente com drogas associadas. A estratégia é tratar o paciente de modo intermitente, com períodos de “cura” de 6 a 12 meses ou mais.

Fonte:“Cefaleias Primárias: Aspectos Clínicos e Terapêuticos”.Fernando Ortiz; Edgard Raffaelli Jr e col. ( 2ª Edição). São Paulo: Editora Zeppelini, 2002.

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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025

QUEM SOMOS

O *Centro Especializado no Tratamento de Enxaqueca* (cente.net.br) é uma clínica médica focada no diagnóstico, tratamento e manejo da Enxaqueca e outras condições relacionadas a dores de cabeça. Ofertamos um tratamento abrangente e personalizado.

Serviços oferecidos:

1. *Diagnóstico preciso*: Avaliação clínica detalhada e exames complementares se necessários para descartar cefaleias secundárias.

2. *Tratamento medicamentoso*: Uso de medicamentos preventivos e paliativos para controlar as crises ou uso de Anticorpos Monoclonais Anti-CGRP.

3. *Orientações nutricionais*: Identificação de alimentos que podem desencadear crises e orientação sobre dietas específicas.

4. *Educação e suporte*: Informações sobre a doença, estratégias de prevenção e suporte emocional para pacientes e familiares.

Benefícios do *Centro Especializado no Tratamento de Enxaqueca*:

-  Proposta de um tratamento mais eficaz indicado por um médico neurologista experiente, membro da Academia Brasileira de Neurologia, membro da Sociedade Brasileira de Cefaleia e membro da International Headache Society.
- Os planos de tratamento são adaptados às necessidades individuais de cada paciente.

Se você está sofrendo de Enxaqueca.
Lembre-se, *Enxaqueca tem Tratamento. Viva sem Dor!*
Conheça o *Centro Especializado no Tratamento de Enxaqueca* (www.cente.net.br)
Agende sua consulta na cidade de Taubaté/SP através do Whatsapp: 12.99639.6954  😊
Ou pelo telefone ☎️: 12.3629.4129

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025

ENXAQUECA COM AURA




Sintoma mais comum da Enxaqueca que afeta 15% da população é a dor de cabeça, mas ela pode se manifestar por meio de aura que são pontos luminosos ou piscantes, percepção de luz em ziguezague e visão embaçada.

Estima-se que uma em cada sete pessoas do mundo sofra de enxaqueca. No Brasil, a doença, considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a sexta mais incapacitante do mundo, afeta cerca de 15% da população, mais ou menos 31 milhões de indivíduos, com incidência maior entre as mulheres (25%).

Apesar de muita gente não saber, está patologia pode ter sintomas que vão além de dor de cabeça. São os distúrbios visuais, que se manifestam através de pontos luminosos ou piscantes e que ficam parados ou se movem, percepção de luz em ziguezague e visão embaçada.

Eles fazem parte de um tipo menos comum da patologia, a enxaqueca com aura. Vale destacar que existem ainda outras formas de auras, as sensoriais e motoras - elas causam, por exemplo, formigamento ou dormência em uma ou mais partes do corpo, dificuldade em falar e ouvir e confusão mental.

A maioria das pessoas têm a enxaqueca clássica, apenas de 15% a 20% apresentam a com aura, e a visual atinge 90% delas.

É o caso da bancária M.A.S, de 31 anos. "Acho que tenho enxaqueca desde que nasci. Minha mãe também tem, e nas primeiras vezes em que falei para ela que estava com dor cabeça e 'vendo coisas brilhando', quando ainda era bem pequena, ela achou que eu a estava imitando, mas infelizmente era verdade. Sofro com essa doença a vida toda."

Moradora de Pindamonhangaba (SP) e mãe de dois meninos, um de 10 anos e outro de três, ela conta que a manifestação da sua aura se dá por meio de vista embaçada e, na sequência, pequenos pontos brilhantes, que vão crescendo até tomar conta de metade do olho.

"Na infância isso acontecia duas ou três vezes por mês, e os professores até me liberavam da aula, pois sabiam que eu ficava bem mal. Na adolescência e no início da fase adulta passou para duas vezes por semana", relata.

Na busca por se livrar do problema ou ao menos diminuir o número de crises, M.A.S procurou diversos médicos e fez uma série de tratamentos, mas sem muito sucesso.

"Tomei tudo quanto é tipo de analgésicos... Eles adiantavam por algum tempo, mas depois voltava tudo, e nem adiantava aumentar a dosagem. Só fiquei livre da enxaqueca durante as minhas duas gravidezes, acho que por causa dos hormônios", diz.

Após o nascimento do segundo filho, sua situação piorou, já que as dores de cabeça se tornaram diárias, e as idas ao hospital mais frequentes. "Eu já acordava mal, e passava o dia à base de medicamentos para poder trabalhar. Nessa época também comecei a sentir tontura e suava frio. Cheguei num ponto em que não aguentava mais, estava desesperada", recorda.

Após muitas pesquisas na Internet a bancária conheceu o Centro Especializado no Tratamento de Enxaqueca (www.cente.net.br) na cidade de Taubaté. "Comecei a seguir e tomar os medicamentos que foram prescritos. Mudei, por exemplo, meus hábitos alimentares. Parei de tomar café e cortei o açúcar, entre outras coisas. Com isso, a intensidade da dor diminui e as crises caíram para oito por mês, mais ou menos, e só uma é com aura. Ainda não tenho a vida que desejo, mas estou no caminho certo. Agora tenho esperança", completa.

Quem também sofre com esse problema é a escriturária R.M.G de 45 anos. "Minha primeira crise já foi com aura, por volta dos 20 anos, e desde então é sempre igual. Vejo um pequeno raio, e ele se expande até eu não enxergar mais nada. Depois de alguns minutos é que vem a dor de cabeça, e bem forte."

Apesar de ter perdido as contas de quantos médicos procurou e de quantos tratamentos já tentou, ela diz que até hoje não sabe o que causa a enxaqueca e também nunca foi informada sobre a aura. "Descobri o que era assistindo televisão."

Nestes 25 anos convivendo com a doença, R.N.G. teve épocas de melhora e piora. Atualmente em tratamento no Centro Especializado no Tratamento de Enxaqueca, diz que os episódios diminuíram bastante. "Fico seis meses sem nada, mas se descuido volta e tenho duas ou três crises no mesmo mês. O que não posso é ficar sem acompanhamento médico e sem medicamentos. Levo para todo lugar que vou, porque nunca sei o que vai acontecer."

Enxaqueca com aura

Também chamada de oftalmológica ou ocular, a enxaqueca com aura não tem nada a ver com a visão. Na verdade, assim como a clássica, ela está totalmente relacionada com o cérebro.

É comum os pacientes com enxaqueca procurarem primeiro um oftalmologista por conta dos sinais visuais gerados pela enfermidade.

Até existem algumas doenças com sintomas parecidos, como descolamento de retina, então temos de descartar todas as possibilidades antes de encaminhar o paciente para o neurologista.

Mas o que é exatamente a enxaqueca com aura? A enxaqueca em si é uma doença crônica, cuja principal características é dor de cabeça forte, normalmente pulsátil. Suas causas ainda não são totalmente conhecidas, mas sabe-se que ocorre um desequilíbrio bioquímico no cérebro, associado a predisposição genética e fatores ambientais e comportamentais.

Já a aura é um fenômeno neurológico que ocorre antes - é o mais comum, daí ser conhecida como "premonição" -, durante ou até depois do aparecimento da dor.

O que acontece, neste caso, é uma alteração elétrica no cérebro, correlacionada com a depressão alastrante (onda de intensa atividade nervosa celular que se espalha pela camada externa do cérebro, o córtex). E ninguém sabe ainda porque algumas pessoas têm e outras não.

Os distúrbios da visão, pode causar ponto cego (escotoma), perda temporária da capacidade de enxergar e falta de foco. E isso pode ocorrer em um ou nos dois olhos, muitas vezes até com eles fechados.

Prevenção e tratamento

Para evitar a enxaqueca com aura as recomendações são as mesmas da enxaqueca clássica: descobrir os fatores desencadeantes, dormir bem - nem de mais e nem de menos -, evitar o estresse, ter uma alimentação saudável e equilibrada, não ficar muitas horas em jejum, praticar atividade física regularmente e se manter hidratado e tomar regularmente medicamentos preventivos.

É preciso salientar que diversos estudos mostram que este tipo de enxaqueca é um fator de risco para o acidente cerebral vascular (AVC). Por isso, é imprescindível que seus portadores parem de fumar e, as mulheres, suspendam o uso de anticoncepcionais hormonais combinados, que contenham estrógeno e progestágeno - eles reduzem as proteínas no sangue que protegem do derrame.

No mais, é fundamental buscar a ajuda de um especialista, a fim de que ele determine o melhor tratamento para o problema e indique os medicamentos necessários.

Conheça o Centro Especializado no Tratamento de Enxaqueca (CENTE): www.cente.net.br
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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025

ENTENDENDO A ENXAQUECA



A Enxaqueca é uma doença cerebral, recorrente e hereditária. Há quem descreva a Enxaqueca como um "sofrimento inútil".
É uma analogia apropriada. Afinal, toda dor, a princípio, existe por algum motivo.
Os circuitos cerebrais que disparam a dor funcionam como um alarme de incêndio que sinaliza que há algo errado. Alguns tipos de dores de cabeça servem para isso: uma forte dor na região frontal indica para uma causa, que é a infeção local, ou seja, sinusite.
A Enxaqueca, porém, não decorre de nenhuma patologia propriamente dita.
Não há risco que justifique o alerta, trata-se de um alarme falso. Na verdade um sofrimento inútil. Tudo leva a crer que, na enxaqueca, o sistema de alarme do corpo entra em pane.
Portanto, é um alarme de incêndio com defeito e circuitos cerebrais de comunicação da dor desregulados.
Pessoas que não sofrem de Enxaqueca filtram de forma eficiente os estímulos que o cérebro recebe a todo momento, seja através dos olhos, ouvidos, nariz ou da pele.
O cérebro de sofredores de Enxaqueca não é dos melhores nessa função.
Os neurônios são mais excitáveis do que o padrão normal, qualquer estímulo pode gerar respostas exageradas. Isso explica, por exemplo, por que uma luz perfeitamente normal parece tão intensa durante uma crise de Enxaqueca.
Mas como, então, consertar o alarme de incêndio hiperativo? Há décadas procuram resposta, mas em vão.
Convém mencionar, que quase todos os enxaquecosos levam consigo além de analgésicos uma longa lista de gatilhos que podem desencadear uma crise de Enxaqueca. E esta lista é longa: queijos, vinhos, chocolate, embutidos, fermentados, feijão. O glutamato monossódico, presentes em temperos em pó. Fora do campo da dieta, anticoncepcionais hormonais, excesso de calor ou frio, cheiros fortes, jejum prolongado. Noites de sono muito curtas ou longas demais. Isto é um martírio! Mas, é o preço a pagar por uma rotina de vida sem a famigerada dor.
Mesmo com estas restrições, os gatilhos
continuam sendo tão diversos e onipresentes que as vezes fica muito difícil evitá-los. Vejamos, por exemplo, o estresse, um gatilho óbvio!
Tomemos o chocolate, por exemplo, um vilão entre os enxaquecosos. Vamos procurar entender, no pródromo, nas 48 horas antes da dor de cabeça surgir, um dos sintomas mais claros é a avidez por doces, mesmo entre pacientes que evitam chocolate porque acreditam que ele é a causa da Enxaqueca. Nessa situação, a crise já começou. Pois o desejo descontrolado por chocolate (doces) provavelmente é mais uma característica da crise de Enxaqueca.
E quem afirma isso é um dos maiores especialistas em enxaqueca no mundo, o Professor Peter Goadsby, do Instituto de Neurologia da University College London. Ele defende que reconhecer sintomas do pródromo é mais importante do que evitar os gatilhos. Esse modo de agir, reduz as chances de o indivíduo ser pego de surpresa pelas crises que, sem dúvida, virão.
A lógica dos gatilhos é sedutora: traz explicações simples e uma sensação de controle.
Mas ela não é inofensiva. A tentativa dos pacientes de autoadministrar os gatilhos acaba atrasando a busca por um tratamento eficiente.
Se a enxaqueca fosse somente administrar os gatilhos, o problema não seria tão grande. A questão é mais complexa e exige uma pronta resposta com tratamento adequado.
Quanto mais você deixar o cérebro aprender a fazer enxaqueca, melhor ele fará.
A estimativa é que um paciente vai atribuir sua dor a, no mínimo, quatro gatilhos diferentes. E só quando eles falham (ou seja, a pessoa corta o chocolate, o vinho, a pílula, o queijo, e continua tendo crises) é que ela procura o médico para tratar a causa. Neste intervalo, o cérebro cursa seu mestrado em enxaqueca crônica.
Mas, felizmente a ciência apresenta caminhos, alguns deles muito recentes, que atacam o problema na raiz, e libertam o paciente de uma vida excessivamente regrada. Neste caso os gatilhos não fazem mais diferença. 
O paciente ao chegar a uma consulta com médico neurologista, irá descobrir que existem, sim, tratamentos preventivos, que impedem as crises de aparecer.
Mas, também irá descobrir que nenhum destes medicamentos foi criado especificamente para Enxaqueca.
São medicamentos que servem, originalmente, para outras patologias, como hipertensão, epilepsia e depressão.
O grande inconveniente destas medicações são os efeitos colaterais, e os tratamentos são de longo prazo. E quando são administrados precisam de acompanhamento médico a cada 30 dias.
Não é surpresa, portanto, que oito em cada dez pacientes que começam o tratamento preventivo abandonam o processo no curso de um ano.
Não são só os pacientes que se incomodam com a ideia de que sua Enxaqueca não tenha um tratamento criado especificamente para ela. Partindo dessa premissa, o neurologista australiano Peter Goadsby e seu colega sueco Lars Edvinsson, estudaram uma molécula chamada CGRP, ou seja o peptídeo relacionado ao gene da calcitonina.
No cérebro, ela atua como neurotransmissor, comprimindo e expandindo vasos sanguíneos. Eles demonstraram que a CGRP, este neurotransmissor, produzido principalmente pelo nervo trigêmeo, sensibiliza o cérebro, determinando as crises de Enxaqueca. A partir desta pesquisa, os cientistas tinham um alvo claro contra o qual agir. Então, surgiu a ideia de criar anticorpos para diminuir o excesso de CGRP no corpo. 
Costumamos descrever anticorpos como 'soldados de defesa' do organismo, mas uma das principais atribuições deles é funcionar como um sistema de reconhecimento. É com essa habilidade que o nosso sistema imunológico sabe diferenciar uma célula 'aliada de uma bactéria perigosa. Agindo assim, os cientistas decidiram adaptar essa mesma lógica em laboratório. Criaram anticorpos sintéticos, 'treinados' especificamente para reconhecer moléculas de CGRP.
Além disso, anticorpos são moléculas grandes, ficam em circulação por longos períodos de tempo, porque o corpo demora para eliminá-las. Isso requer doses menos frequentes do medicamento, levando a resultados melhores.
E assim foram criados 4 anticorpos específicos para Enxaqueca e já aprovados nos EUA. São eles: Erenumabe (Aimovig), Galcanezumabe, Eptinezumabe e Fremanezumabe. Nos testes clínicos realizados estas drogas se mostraram eficazes, tendo debelado o quadro clínico das pessoas, em mais de 50% dos casos. E em cerca de 15% dos pacientes, as crises desapareceram completamente desde a primeira dose dos medicamentos.
Portanto, pela primeira vez na história da Enxaqueca, os cientistas também têm a ganhar, hoje eles conhecem cada detalhe de como o tratamento funciona. O objetivo, é usar esse conhecimento como base para futuros medicamentos, efetivamente capazes de curar os pacientes.
Este é, portanto, um momento inédito para os enxaquecosos, existem medicamentos eficazes, pensados especificamente para esta patologia, que só precisam ser administrados uma vez ao mês, com resultado rápido e sem efeitos colaterais. As quatro substâncias: Erenumabe Galcanezumabe Eptinezumabe e Fremanezumabe, já foram aprovadas pelo FDA, agência reguladora de saúde nos EUA.
Ao menos uma delas, o Erenumabe, deverá estar disponível no Brasil no primeiro semestre de 2019. Estes medicamentos são injetáveis, a aplicação é via subcutânea, sendo feita uma vez ao mês. 
As empresas que irão comercializar este medicamento são: Amgen e Novartis. As quais afirmam que o preço final no Brasil não está definido.
A nova era na ciência da Enxaqueca traz consigo um poder que só quem sofre deste mal é capaz de entender. Menos crises representam, sim, menos dor, mas também menos tempo perdido no pronto-socorro. Mais dias produtivos no trabalho. Menos dias desperdiçados no escuro. Mais dias brilhantes de sol. Menos compromissos cancelados. E o mais importante, mais saúde com mais qualidade de vida!
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terça-feira, 28 de janeiro de 2025

SOBRE O CENTE

O Centro Especializado no Tratamento de Enxaqueca (cente.net.br) é uma clínica médica focada no diagnóstico, tratamento e manejo da Enxaqueca e outras condições relacionadas a dores de cabeça. Ofertamos um tratamento abrangente e personalizado.

Serviços oferecidos:

1. Diagnóstico preciso: Avaliação clínica detalhada e exames complementares se necessários para descartar cefaleias secundárias.

2. Tratamento medicamentoso: Uso de medicamentos preventivos e paliativos para controlar as crises ou uso de Anticorpos Monoclonais Anti-CGRP.

3. Orientações nutricionais: Identificação de alimentos que podem desencadear crises e orientação sobre dietas específicas.

4. Educação e suporte: Informações sobre a doença, estratégias de prevenção e suporte emocional para pacientes e familiares.

Benefícios de um Centro Especializado no Tratamento de Enxaqueca:

-  Proposta de um tratamento mais eficaz.
- E planos de tratamento adaptados às necessidades individuais de cada paciente.

Se você está sofrendo de Enxaqueca. Lembre-se, Enxaqueca tem Tratamento. Viva sem Dor!
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terça-feira, 21 de janeiro de 2025

Sofre de Enxaqueca? Atenção com a sua alimentação!



A enxaqueca está associada a uma série de outros fatores aos quais somos submetidos diariamente (estresse, ansiedade, má alimentação, automedicação, etc). 
A lista é extensa, mas vamos ser práticos. A cefaléia incomoda, lateja, e incapacita…E você quer alívio imediato, certo? Bom, saiba que pode obter excelentes resultados prestando um pouco mais de atenção ao que você coloca no seu prato. Estudos estimam que entre 20% e 30% das crises de enxaqueca têm componentes alimentares associados, portanto a alimentação tem uma papel determinante nestes casos.

Deve-se evitar:

• TIRAMINA: libera as prostaglandinas, que geram a inflamação.

Onde encontrar: peixes defumados, queijos curados, fígado de galinha, figos e vinho tinto.

• NITRATOS E NITRITOS: substâncias utilizadas para realçar a cor e o aspecto de carnes e outros alimentos processados e em conserva. Sua ação vasodilatadora pode facilitar o gatilho da enxaqueca.

Onde encontrar: embutidos em geral (como mortadela, presunto, salame, linguiça, salsicha).

• GLUTAMATO MONOSSÓDICO: aditivo que realça o sabor dos alimentos industrializados.

Onde encontrar: carnes processadas, alimentos em conserva, fermentos e nos realçadores de sabor.

• CAFEÍNA: é uma substância estimulante que, em alguns casos, pode causar uma dependência psíquica e de tolerância quando consumida em excesso diariamente. Nesses casos, pode desencadear dor de cabeça devido ao baixo teor de cafeína na circulação (por exemplo, aos finais de semana, quando longe do escritório, ingerimos menos xícaras de café).

Onde encontrar: café e chás.

• SINEFRINE: também possui ação estimulante.

Onde encontrar: frutas cítricas.

• FENILALANINA E ASPARTAME: adoçantes artificiais que podem desencadear as dores de cabeça.

Onde encontrar: alimentos à base de cola (como chás e refrigerantes) e adoçantes artificiais.

• FENÓIS, ALDEÍDOS E SULFITOS: os fenóis são substâncias naturalmente presentes nas uvas, os aldeídos resultam do processo de destilação e os sulfitos são conservantes geralmente utilizados em vinhos e champanhes. São os causadores de dores de cabeça, desencadeando a famosa ressaca.

Onde encontrar: álcool e frutas secas.

• OUTROS ALIMENTOS: podem desencadear crises de enxaqueca. Como por exemplos: abacate, banana, amora, suco de maçã, uva, nozes, cebola e produtos lácteos.

• FATORES EXTERNOS

Tabagismo, menstruação, estresse físico ou mental, excesso de ingestão de açúcar e doces, fome, falta de sono, ruídos, cheiros e luzes muito fortes e anticoncepcionais orais podem desencadear as crises.

Atenção: O jejum, mesmo que apenas por algumas horas, pode desencadear uma crise de enxaqueca. Por isso, vale a recomendação de se alimentar a cada três horas!

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sábado, 18 de janeiro de 2025

Aniversário do CENTE

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